sábado, 6 de junho de 2009
Muito animal!!!
Hoje enquanto estreiava a minha chapinha nova assisti o filme Marley & Eu, talvez muitos tenham ouvido falar, mas de repente não interessou o filme de um cachorro, há pessoas que não gostam, particularmente sei da existência do livro e vi o filme por indicação e recomendo para quem já teve um animal de estimação e principalmente para quem nunca viveu essa experiência. Rir, chorei e senti saudades, desde que me entendo de gente sempre tive animais em minha vida, gatos, os amo, são lindos, inteligentes e apesar da fama são amigos.
Voltando ao passado tenho lembranças engraçadas, quando era criança tinha o Menino, amarelo e branco, corria atrás de quem atravessava o quintal, a mãe dele morreu envenenada, deixando 8 gatos recém nascido, durante as madrugadas tínhamos de amamentá-los. Houve também o Haldine e o Albuquerque, herdaram os nomes dos namorados de minha irmã, superstição ou não, toda vez os gatos morriam e eles casavam com outra, minha irmã continua solteira, será que sou culpada?
Nas primeiras paixões, os nomes escolhidos eram combinações com as iniciais dos príncipes encantados, por exemplo, ACV(Ana Cecília e Carlos Vinicius), JAC ( José Amilson e Ana Cecília), um pequeno detalhe, todos os meus namorados em época de vacinação, me ajudava a levá-los, tinha tempo de 15 gatos, ou mais, o amor é lindo e eu era gostosa (sou até hoje).
O que mais marcou na adolescência, foi o Tico, muito meigo, gostava de brincar igual a um cachorrinho, corria atrás, pulava em cima da gente e tinha vida dupla, em uma campanha de vacinas foi vacinado duas vezes.
Hoje eles recebem o nome com referência matemática, X, PA, PG, Sarrus e o Cateto oposto pela hipotenusa, mas ele responde por Seno.
Esses animais passaram por minha vida, deixaram marcas, o PG me esperava toda noite em cima do muro, e quando me via descia e vinha “conversando”, X era o rei do pedaço, o maior e o mais bonito, adorava leite condensado, ficou com esse vicio desde que adquiriu hepatite nas farras, a morte dele mostra o quanto o ser humano pode ser ruim, o prenderam por três dias para ele ficar com fome, pois só se alimentava quando nos dávamos, e depois deram veneno e o deixaram morrer, sem poder procurar ajuda.
O Sarrus tomava vitamina C sem fazer drama, cuidou do Seno quando chegou dando desde mama, subia no telhado e não sabia desce, ele e o PG foram roubados.
O irmão do Seno, o Gold, por ele ser amarelo ouro, meu marido o ganhou de presente nos dias dos pais, conhecem a expressão presente de grego, carinhoso, engraçado, o telefone tocava ele corria para atender era muito sem vergonha, desde novo na farra, morreu envenenado, esse por conta própria.
Atualmente tenho o Seno e o Barnabé, esse foi adotado, durante anos viveu na rua, foi maltratado, traz em seu corpo as cicatrizes das maldades recebidas, tem uns ataques de coceira, muito louco.
Neste momento o Seno, está deitado, dormindo, mas se meu marido ou eu levantarmos para fazer qualquer coisa na cozinha ele ira junto e ficará no aguardo até voltarmos. È um verdadeiro cão de guarda, digo gato de guarda.
Essas são pequenas lembranças de tantas, de amores incondicionais, eles simplesmente amam, quando os deixa por qualquer motivo esperam e na volta não te cobram nada.
Está se sentido só? Adote um animal!
Voltando ao passado tenho lembranças engraçadas, quando era criança tinha o Menino, amarelo e branco, corria atrás de quem atravessava o quintal, a mãe dele morreu envenenada, deixando 8 gatos recém nascido, durante as madrugadas tínhamos de amamentá-los. Houve também o Haldine e o Albuquerque, herdaram os nomes dos namorados de minha irmã, superstição ou não, toda vez os gatos morriam e eles casavam com outra, minha irmã continua solteira, será que sou culpada?
Nas primeiras paixões, os nomes escolhidos eram combinações com as iniciais dos príncipes encantados, por exemplo, ACV(Ana Cecília e Carlos Vinicius), JAC ( José Amilson e Ana Cecília), um pequeno detalhe, todos os meus namorados em época de vacinação, me ajudava a levá-los, tinha tempo de 15 gatos, ou mais, o amor é lindo e eu era gostosa (sou até hoje).
O que mais marcou na adolescência, foi o Tico, muito meigo, gostava de brincar igual a um cachorrinho, corria atrás, pulava em cima da gente e tinha vida dupla, em uma campanha de vacinas foi vacinado duas vezes.
Hoje eles recebem o nome com referência matemática, X, PA, PG, Sarrus e o Cateto oposto pela hipotenusa, mas ele responde por Seno.
Esses animais passaram por minha vida, deixaram marcas, o PG me esperava toda noite em cima do muro, e quando me via descia e vinha “conversando”, X era o rei do pedaço, o maior e o mais bonito, adorava leite condensado, ficou com esse vicio desde que adquiriu hepatite nas farras, a morte dele mostra o quanto o ser humano pode ser ruim, o prenderam por três dias para ele ficar com fome, pois só se alimentava quando nos dávamos, e depois deram veneno e o deixaram morrer, sem poder procurar ajuda.
O Sarrus tomava vitamina C sem fazer drama, cuidou do Seno quando chegou dando desde mama, subia no telhado e não sabia desce, ele e o PG foram roubados.
O irmão do Seno, o Gold, por ele ser amarelo ouro, meu marido o ganhou de presente nos dias dos pais, conhecem a expressão presente de grego, carinhoso, engraçado, o telefone tocava ele corria para atender era muito sem vergonha, desde novo na farra, morreu envenenado, esse por conta própria.
Atualmente tenho o Seno e o Barnabé, esse foi adotado, durante anos viveu na rua, foi maltratado, traz em seu corpo as cicatrizes das maldades recebidas, tem uns ataques de coceira, muito louco.
Neste momento o Seno, está deitado, dormindo, mas se meu marido ou eu levantarmos para fazer qualquer coisa na cozinha ele ira junto e ficará no aguardo até voltarmos. È um verdadeiro cão de guarda, digo gato de guarda.
Essas são pequenas lembranças de tantas, de amores incondicionais, eles simplesmente amam, quando os deixa por qualquer motivo esperam e na volta não te cobram nada.
Está se sentido só? Adote um animal!
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Supernatural - Uma série alem do sobrenatural

O texto abaixo fez parte do meu curso de mídia, do modulo gênero textual, é um artigo de opinião, narrativo, expositivo e argumentativo.
Supernatural é uma série de terror e suspense da televisão americana atualmente encerrou a 4ª temporada e foi renovada, em setembro começa a 5ª.
É a história de dois irmãos, Dean e Sam, que percorrem em um carro Impala 67 ao som de rock clássico, as estradas dos Estados Unidos caçando bruxas, fantasmas, demônios, enfim enfrentado tudo quanto é tipo de seres fantásticos e lendas urbanas, esse estilo de vida foi por culpa da morte de sua mãe, quando ainda eram crianças e seu pai em busca de vingança, se torna um caçador para encontrar o ser que a matou e nisso os criou e os treinou como guerreiros, se você for um espectador ocasional raro é somente isso que irá enxergar. Fazendo uma avaliação profunda temos na verdade uma saga familiar, onde prevalece o amor não apenas um pelo outro, mas também pela humanidade em geral ao ponto do sacrifício pessoal.
Sam é o irmão mais novo tentou mudar de vida se afastando da família, indo para a universidade, mas o desaparecimento de seu pai e a morte de sua namorada pela mesma criatura que matou sua mãe, muda seu destino novamente. Dean quatro anos mais velho aceitou a vida que lhe foi imposta sem reclamar, e sempre cuidando do irmão, missão que ele leva as últimas conseqüências, como vender a própria alma. Sam, é mais racional e Dean atira e depois pergunta, juntos além da vingança procuram por seu pai, este é o começo da série.
Os irmãos, apesar de terem o mesmo sangue e criação são totalmente diferentes um do outro, como em qualquer lugar, mas essa diferença não é problema quando se trata de ajudar e apoiar, muitas vezes sem concordar com a atitude do outro numa verdadeira unidade. Esse amor incondicional, sem dúvida é o que faz a diferença para os fãs, ardorosos e exigentes, com o autor, roteiristas e atores, para constatar isso basta apenas visitar os inúmeros fóruns, sites e blog’s dedicados ao seriado.
No reencontro as disparidades se fazem presente, causando alguns conflitos, que no decorrer do tempo, vão aprendendo a conviver e percebem a importância de um na vida do outro. Esse é um dos maiores exemplo, o respeito as diferenças, para seus fãs, cuja faixa etária se encontra na maioria entre 13 e 18 anos, os adolescente, tem uma tendência de se organizar em grupos e os que não se enquadram são excluídos e até agredidos por não partilharem os mesmos gostos, opiniões e idéias, não percebem que as dessemelhanças se completam, pois o que seria o Dean sem o Sam e vice-versa? O carinho e amizade não apenas dos personagens, mas dos atores na vida real se declaram realmente amigos, aproximam jovens e as discussões apesar de apaixonadas, sempre tem em comum acordo que essa união, ameaçada nessa ultima temporada, de todas as situações críticas a iminente separação dos irmãos foi o pior pesadelo para os fãs, nem o Apocalipse assustou tanto.
Outra situação que chama atenção é a falta de interesse financeiro, pois diferente do acontece em filme como Caça-fantasmas ou Arquivo X, eles não recebem nada por arriscarem a vida para salvarem estranhos, e qual a origem da sobrevivência financeira, momento de mau exemplo, golpes em cartões de crédito, apostas em porker e sinuca, todos os ensinamentos feitos pelo pai. Então esses jovens enfrentam monstros de tudo quanta especie, pois é o negócio da família, “caçar o mal e salvar pessoas”, palavras do Dean.
O sentimento de amizade e lealdade se faz presente em todos os episódios, e isso sem fazer os personagens um exemplo de perfeição, são brigões, cheios de dúvidas, complexos e culpas, para o Dean acrescentamos mulherengo e sarcástico, mas isso apenas humaniza a série, quebrando o lado sombrio com muito bom humor.
Em resumo, Supernatural é a história de uma família atingida por uma tragédia que modificou o destino de cada membro, endureceu o pai, mas não o coração, e apesar de serem criados pelas estradas, de uma escola para outra, sem estrutura “normal”, se tornaram pessoas de bem, e o sentimento familiar é mais presente do que em seriados que trata diretamente disso. Parabenizo o autor Eric Kripke, que conseguiu organizar todos esses elementos num gênero de terror e suspense.
Supernatural é uma série de terror e suspense da televisão americana atualmente encerrou a 4ª temporada e foi renovada, em setembro começa a 5ª.
É a história de dois irmãos, Dean e Sam, que percorrem em um carro Impala 67 ao som de rock clássico, as estradas dos Estados Unidos caçando bruxas, fantasmas, demônios, enfim enfrentado tudo quanto é tipo de seres fantásticos e lendas urbanas, esse estilo de vida foi por culpa da morte de sua mãe, quando ainda eram crianças e seu pai em busca de vingança, se torna um caçador para encontrar o ser que a matou e nisso os criou e os treinou como guerreiros, se você for um espectador ocasional raro é somente isso que irá enxergar. Fazendo uma avaliação profunda temos na verdade uma saga familiar, onde prevalece o amor não apenas um pelo outro, mas também pela humanidade em geral ao ponto do sacrifício pessoal.
Sam é o irmão mais novo tentou mudar de vida se afastando da família, indo para a universidade, mas o desaparecimento de seu pai e a morte de sua namorada pela mesma criatura que matou sua mãe, muda seu destino novamente. Dean quatro anos mais velho aceitou a vida que lhe foi imposta sem reclamar, e sempre cuidando do irmão, missão que ele leva as últimas conseqüências, como vender a própria alma. Sam, é mais racional e Dean atira e depois pergunta, juntos além da vingança procuram por seu pai, este é o começo da série.
Os irmãos, apesar de terem o mesmo sangue e criação são totalmente diferentes um do outro, como em qualquer lugar, mas essa diferença não é problema quando se trata de ajudar e apoiar, muitas vezes sem concordar com a atitude do outro numa verdadeira unidade. Esse amor incondicional, sem dúvida é o que faz a diferença para os fãs, ardorosos e exigentes, com o autor, roteiristas e atores, para constatar isso basta apenas visitar os inúmeros fóruns, sites e blog’s dedicados ao seriado.
No reencontro as disparidades se fazem presente, causando alguns conflitos, que no decorrer do tempo, vão aprendendo a conviver e percebem a importância de um na vida do outro. Esse é um dos maiores exemplo, o respeito as diferenças, para seus fãs, cuja faixa etária se encontra na maioria entre 13 e 18 anos, os adolescente, tem uma tendência de se organizar em grupos e os que não se enquadram são excluídos e até agredidos por não partilharem os mesmos gostos, opiniões e idéias, não percebem que as dessemelhanças se completam, pois o que seria o Dean sem o Sam e vice-versa? O carinho e amizade não apenas dos personagens, mas dos atores na vida real se declaram realmente amigos, aproximam jovens e as discussões apesar de apaixonadas, sempre tem em comum acordo que essa união, ameaçada nessa ultima temporada, de todas as situações críticas a iminente separação dos irmãos foi o pior pesadelo para os fãs, nem o Apocalipse assustou tanto.
Outra situação que chama atenção é a falta de interesse financeiro, pois diferente do acontece em filme como Caça-fantasmas ou Arquivo X, eles não recebem nada por arriscarem a vida para salvarem estranhos, e qual a origem da sobrevivência financeira, momento de mau exemplo, golpes em cartões de crédito, apostas em porker e sinuca, todos os ensinamentos feitos pelo pai. Então esses jovens enfrentam monstros de tudo quanta especie, pois é o negócio da família, “caçar o mal e salvar pessoas”, palavras do Dean.
O sentimento de amizade e lealdade se faz presente em todos os episódios, e isso sem fazer os personagens um exemplo de perfeição, são brigões, cheios de dúvidas, complexos e culpas, para o Dean acrescentamos mulherengo e sarcástico, mas isso apenas humaniza a série, quebrando o lado sombrio com muito bom humor.
Em resumo, Supernatural é a história de uma família atingida por uma tragédia que modificou o destino de cada membro, endureceu o pai, mas não o coração, e apesar de serem criados pelas estradas, de uma escola para outra, sem estrutura “normal”, se tornaram pessoas de bem, e o sentimento familiar é mais presente do que em seriados que trata diretamente disso. Parabenizo o autor Eric Kripke, que conseguiu organizar todos esses elementos num gênero de terror e suspense.
domingo, 24 de maio de 2009
De volta! Rally sem 4X4
Depois de um grande e tenebroso inverno, estou atualizado novamente esse blog que fiz para partilha minhas loucuras e paixões, seu primeiro nome, hoje é Lua de Ouro, meu nome virtual para amigos e inimigos. Espero que depois deste post não demore para outra atualização.
Continuarei a sequencia de minha viagem a Roma. Um dos motivo dessa viagem foi que meu marido, Amilson, queria pescar, então com os igarapés secos, foi recomendado um rio numa localidade chamada Vila do Socorro, era necessário um transporte, que foi relativamente fácil de conseguir, um morador tinha uma chevy que era usada somente aos sábados e as quarta (dias da ida ao Acará), assim ele resolveu aluga-lá, Valdemir é motorista profissional, por tanto tudo acertado para terça-feira, o negócio foi feito no domingo.
Terça, as 5:00 h, todos acordados vara na mão e disposição para o grande dia! Estava tudo certinho, que coisa sem graça, tem que ter problema! E eles começaram cedo.
O carro estava com problema de bateria, não disparava coisa assim e tal dava para viajar, mas o dono tinha de vir junto, tudo bem.
Segundo problema, a estrada!
Terceiro, o motorista era suicida e acreditava que todos estavam no mesmo barco!
Quarto, estávamos na carroceria, e os bancos amarrados com tiras de borracha de câmera pneu, gostaria de realmente saber a marca daquelas ligas!
Acompanhem a ida pelas fotos!
Chegamos vivos, pegamos a canoa, arranjada por seu Doca, colocamos em cima do carro, e levamos até a beira do rio, era realmente um rio grande perigoso para banho e sem sombra, ai veio a primeira revolta das mulheres, a canoa era pequena não íamos poder ir, fazer o que ali? Mas antes do motim, a grande descoberta! Paixão deixou as iscas, os anzóis e as chumbadas em Roma, não tinha como pescar! E agora? Comer as conservas, com arroz e farinha e volta para casa, simples se o carro tivesse combustível, o rapaz que foi comprar a 18 km de distancia, isso não foi o real problema e que ele achava que a pescaria estava certa, então foi embora sem preocupação, celulares fora de área, conseguimos contato depois de quase três horas depois da grande descoberta, e mais uma hora para ele chegar, sem comida e sem abrigo!
Deus sabe o que faz!
Na volta percebemos que foi melhor assim, pois se a pescaria acontecesse enfrentariamos a bela estrada bem mais tarde, com certeza no escuro e seria bem mais perigoso. Voltamos por um caminho diferente por dentro de uma fazenda, algumas poças de água fora evitadas, mas tinha cada lombada sem sinalização(será que é preciso dizer), o motorista suicida apenas freava, quando freava, em cima, sabe a sensação da morte chegando e a sua vida passa pela sua cabeça em apenas um segundo? Tive vários segundo desses! Era uma enorme fazenda com vários pastos e porteiras e em uma delas o gado assustado saiu do caminho, na próxima eles eram mais valentes ameaçaram atacar o carro, manchete no jornal, Professora morre a chifradas! Escapamos novamente e na saída da fazenda novas poças mais fundas por causa do movimento do dia de caminhões com tora de madeiras, tivemos a sorte de não dar de encontro com nenhum nas locas curvas e descidas na velocidade que estavamos, paradas, mas chegamos vivos, cheios de adrenalina, recomendo o passeio, num 4X4!
Continuarei a sequencia de minha viagem a Roma. Um dos motivo dessa viagem foi que meu marido, Amilson, queria pescar, então com os igarapés secos, foi recomendado um rio numa localidade chamada Vila do Socorro, era necessário um transporte, que foi relativamente fácil de conseguir, um morador tinha uma chevy que era usada somente aos sábados e as quarta (dias da ida ao Acará), assim ele resolveu aluga-lá, Valdemir é motorista profissional, por tanto tudo acertado para terça-feira, o negócio foi feito no domingo.
Terça, as 5:00 h, todos acordados vara na mão e disposição para o grande dia! Estava tudo certinho, que coisa sem graça, tem que ter problema! E eles começaram cedo.
O carro estava com problema de bateria, não disparava coisa assim e tal dava para viajar, mas o dono tinha de vir junto, tudo bem.
Segundo problema, a estrada!
Terceiro, o motorista era suicida e acreditava que todos estavam no mesmo barco!
Quarto, estávamos na carroceria, e os bancos amarrados com tiras de borracha de câmera pneu, gostaria de realmente saber a marca daquelas ligas!
Acompanhem a ida pelas fotos!
Chegamos vivos, pegamos a canoa, arranjada por seu Doca, colocamos em cima do carro, e levamos até a beira do rio, era realmente um rio grande perigoso para banho e sem sombra, ai veio a primeira revolta das mulheres, a canoa era pequena não íamos poder ir, fazer o que ali? Mas antes do motim, a grande descoberta! Paixão deixou as iscas, os anzóis e as chumbadas em Roma, não tinha como pescar! E agora? Comer as conservas, com arroz e farinha e volta para casa, simples se o carro tivesse combustível, o rapaz que foi comprar a 18 km de distancia, isso não foi o real problema e que ele achava que a pescaria estava certa, então foi embora sem preocupação, celulares fora de área, conseguimos contato depois de quase três horas depois da grande descoberta, e mais uma hora para ele chegar, sem comida e sem abrigo!
Deus sabe o que faz!
Na volta percebemos que foi melhor assim, pois se a pescaria acontecesse enfrentariamos a bela estrada bem mais tarde, com certeza no escuro e seria bem mais perigoso. Voltamos por um caminho diferente por dentro de uma fazenda, algumas poças de água fora evitadas, mas tinha cada lombada sem sinalização(será que é preciso dizer), o motorista suicida apenas freava, quando freava, em cima, sabe a sensação da morte chegando e a sua vida passa pela sua cabeça em apenas um segundo? Tive vários segundo desses! Era uma enorme fazenda com vários pastos e porteiras e em uma delas o gado assustado saiu do caminho, na próxima eles eram mais valentes ameaçaram atacar o carro, manchete no jornal, Professora morre a chifradas! Escapamos novamente e na saída da fazenda novas poças mais fundas por causa do movimento do dia de caminhões com tora de madeiras, tivemos a sorte de não dar de encontro com nenhum nas locas curvas e descidas na velocidade que estavamos, paradas, mas chegamos vivos, cheios de adrenalina, recomendo o passeio, num 4X4!
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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Enfim Roma!
Roma, é uma comunidade como muitas outras em nosso interior, no centro encontramos 2 casas, um prédio de madeira onde funcionava a escola, uma igreja católica e a nova escola, um pouco fora do centro mas avista, mas duas residências, e acabou a cidade, sem energia elétrica, sem transporte regular, os moradores tem como fonte de renda a venda de farinha, para as cidades próximas, a fabricação ainda é bastante artesanal, nada de grandes produções apesar de muitos habitantes terem grandes extensões de terras, as criações de animais são apenas para consumo próprio, os jovens quando não ficam trabalhando nas roças, se mudam para as cidades em busca de melhorias, educação e trabalho, o exemplo disso são os nossos anfitriões, Seu Doca e Dona Celsa, tiveram 19 filhos(sem televisão), apenas 10 se criaram, todos por sinal apesar bem encaminhados, mas apenas um se mantém na localidade, com o seu pedaço de terra, conhecemos alguns do netos que foram passa as férias com os avós, pois moram na cidade do Acará, crianças amáveis, prestativas e trabalhadoras, ajudavam a carregar água, mandioca, alimentar os animais, tudo rápido e sem reclamar e tinham tempo entre tudo isso para dar aquele passeio no mato e um mergulho no igarapé, que apesar dos pesares, que lugar gostoso para se ficar de molho, nunca tomei tanto banho e cabelo maravilhoso,nem precisava de creme, e sobre a água potável para beber e cozinhar, não deixava nada a desejar para as melhores águas minerais existentes, e mesmo natural ela saciava uma sede, saudades de geladeira? Nenhuma.
O transporte por terra é feito apenas na quarta e no sábado, quando levam suas mercadorias para a venda e para a compra de mantimentos, nas proximidades não existe um lugar em que se possa comprar qualquer coisa nem mesmo uma cachacinha, que o diga Seu Doca. Para quem conhece ou conheceu sabe que o cenário das maiorias das cidadezinhas do interior do nosso estado, mas algo me chamou atenção, o igarapé, cujas águas são diferentes, elas têm a cor barrenta do rio, acredito que seja um braço deste e o desmatamento da região.
O igarapé devido o desmatamento esta secando, este é com certeza o maior problema desta população, apesar de normalmente ter seu volume de água menor nessa época, começo de janeiro, pois ainda não chegaram às chuvas por lá.
A destruição é evidente por todo o percurso de ida e vinda, do Acará, seja por terra ou pelo igarapé, por onde fiz a viajem de volta, isso mostra que destruição não é sinônimo de progresso, como alguns, os que ganham com o desmatamento e caça predatória, tentam afirma. Valdemir, que ficou 18 anos distantes da região, e diferença foi a “estrada” e o ralador de mandioca movido a um motor a óleo diesel. A estrada é defendida pela população juntamente com transporte, aquele caminhão do post anterior. “Pois agora esta bom, já foi ruim”, dito por um dos moradores em resposta a reclamação do Seu Doca, diante as condições do caminhão, durante o furo do pneu. Nas matas não existem mais caça e nos igarapé também não tem peixes, seus filhos vão embora e qual é o progresso que existi para esses moradores.
não posso esquecer do detalhe do galo, três horas da manhã é a hora que ele começa a cantar em seu poleiro que fica exatamente bem na arvore ao lada da janela da sala onde dormiamos, ja tomaram sopa de galo, infelizmente para mim não foi dessa vez, foram 5 dias, dormindo com as galinhas e acordando com o galo, inesqueciveis dias e com sinceridade espero voltar lá e reencontrar esse lugar, que ele consiga vencer a destruição do homem e continuar a abrigar e a forma pessoas forte, trabalhadoras, amigas, sei que ele não irão ler mas digo, obrigado Seu Doca, Dona Celsa e seus filhos e netos pela acolhida. Valeu!!
A aventura em Roma não acaba aqui, pois o quarto dia merece um post sá para ele.Gostam de Rally? Aguardem!
O transporte por terra é feito apenas na quarta e no sábado, quando levam suas mercadorias para a venda e para a compra de mantimentos, nas proximidades não existe um lugar em que se possa comprar qualquer coisa nem mesmo uma cachacinha, que o diga Seu Doca. Para quem conhece ou conheceu sabe que o cenário das maiorias das cidadezinhas do interior do nosso estado, mas algo me chamou atenção, o igarapé, cujas águas são diferentes, elas têm a cor barrenta do rio, acredito que seja um braço deste e o desmatamento da região.
O igarapé devido o desmatamento esta secando, este é com certeza o maior problema desta população, apesar de normalmente ter seu volume de água menor nessa época, começo de janeiro, pois ainda não chegaram às chuvas por lá.
A destruição é evidente por todo o percurso de ida e vinda, do Acará, seja por terra ou pelo igarapé, por onde fiz a viajem de volta, isso mostra que destruição não é sinônimo de progresso, como alguns, os que ganham com o desmatamento e caça predatória, tentam afirma. Valdemir, que ficou 18 anos distantes da região, e diferença foi a “estrada” e o ralador de mandioca movido a um motor a óleo diesel. A estrada é defendida pela população juntamente com transporte, aquele caminhão do post anterior. “Pois agora esta bom, já foi ruim”, dito por um dos moradores em resposta a reclamação do Seu Doca, diante as condições do caminhão, durante o furo do pneu. Nas matas não existem mais caça e nos igarapé também não tem peixes, seus filhos vão embora e qual é o progresso que existi para esses moradores.
não posso esquecer do detalhe do galo, três horas da manhã é a hora que ele começa a cantar em seu poleiro que fica exatamente bem na arvore ao lada da janela da sala onde dormiamos, ja tomaram sopa de galo, infelizmente para mim não foi dessa vez, foram 5 dias, dormindo com as galinhas e acordando com o galo, inesqueciveis dias e com sinceridade espero voltar lá e reencontrar esse lugar, que ele consiga vencer a destruição do homem e continuar a abrigar e a forma pessoas forte, trabalhadoras, amigas, sei que ele não irão ler mas digo, obrigado Seu Doca, Dona Celsa e seus filhos e netos pela acolhida. Valeu!!
A aventura em Roma não acaba aqui, pois o quarto dia merece um post sá para ele.Gostam de Rally? Aguardem!
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Minha viagem a Roma
Onde não começou!!!

Roma é uma cidade no interior, do interior, do interior, vou para por aqui, do Acará, uma cidade do interior do Pará. Não tenho a distancia em quilometro da capital, mas a viagem de barco dura cerca de 6 a 8 horas, e de ônibus pela Alça Viária, 3 horas. Essa viagem poderia ser classificada na categoria paixão, pois viajar é uma grande paixão minha, por isso trabalho tão longe, de minha casa todo dia é uma viagem, mas isso fica para outra ocasião, a mudança da categoria paixão para loucura, é pelo trajeto de ida e vinda de Roma, mas quem tem boca...
As 7 horas de barco foram tranqüilas, realmente maravilhosas, não conseguimos dormir, mas lua crescente, iluminou o rio durante toda a viagem, saímos do Porto Sal em Belém as 20:00 h e chegamos no Acará as 3:00 h, e ficamos no barco dormindo até as 6:00 h, quando começou a movimentação de embarque e desembarque de passageiros e mercadoria, por que enfrentar todas essas horas de barco, se facilmente poderíamos de ônibus, simplesmente o nosso amigo(Valdemir) que nos convidou para esta viagem, queria refazer os passos de 18 anos atrás quando foi a primeira vez em Roma, mesmo sabendo que teria de enfrentar mais 5 horas em uma canoa, para chegar ao destino, coisa não comunicada no começo, mas como tudo é aventura, esperamos a chegada da tal canoa, o que não aconteceu, o nossa anfitrião, Seu Doca apareceu as 9:00h, dizendo que não iríamos de barco e sim teríamos um carro para nos levar, essa noticia foi ótima pois uma viagem 5 horas de canoa iria se transformar em uma hora e meia de carro e sairia as 11:00 h depois das compras de mantimento, as 10:00 descobrimos que o carro já tinha voltado por que não nos encontraram, foram nos procurar no terminal rodoviário, a opção normal da maioria dos viajantes, mas tudo bem iríamos pelo transporte regular, (somente as quartas e sábados, neste dia era um sábado), as 12:00, que se transformaram em 13:00 h, fomos para um pequeno porto, pegamos um tipo de transporte, meio balsa, meio canoa, meio barco pois andava nas água, para atravessar o rio Acará, em menos de 3 minutos estávamos do outro lado, felizes para encontramos o nosso transporte, mas a felicidade dura pouco...
Conhecido como pau de arara, o caminhão iria enfrentar uma estrada, se é que se pode chamar aquilo de estrada.
Mas era isso ou voltar, conseguimos um lugar entre malas, fogões, isopores com gelo (pois não tem energia elétrica por aquelas bandas), coisas não identificáveis e gente, em uma bela quantidade, na carroceria de um caminhão cujo motorista acreditava no ditado, sempre cabe mais um. Entregamos nossa alma a Deus e o caminhão partiu, é uma boa viagem a pra refletir sobre a vida e pedir mais uma chance, estava nessa situação quando, BOOO, o pneu furou.
Como Deus é pai e brasileiro, apesar das ferramentas e condições, pois simplesmente o não tinha step e sim uma câmara reserva enchida no ar comprimido do próprio caminhão, continuamos a viagem e chegamos vivo ao fim da estrada, Nova Canaã, de lá as bagagens foram de canoa e nos seguimos a pé até Paraguaçu, onde ficamos, nesse dia não conhecemos Roma, pois esta fica a uns 2 km mais para dentro do mundo.
A hora de chegada 17:00 h, a única vantagem foi que não choveu, cansados e com fome, muita fome pois não tínhamos comido nada descente desde a noite anterior, tomamos um banho no Igarapé e tivemos aquele jantar delicioso, regado com açaí e bacaba, uma casa acolhedora, com pessoas maravilhosas, prestem atenção no piso desta casa(FOTOS ACIMA), outras casas na localidade, tem o mesmo piso, Roma ficou para outro dia, afinal ninguém aqui é de ferro, uma casa no interior, uma rede depois de um belo jantar, no fim de um dia cansativo posso apenas dizer aguardem o próximo post e boa noite.

Roma é uma cidade no interior, do interior, do interior, vou para por aqui, do Acará, uma cidade do interior do Pará. Não tenho a distancia em quilometro da capital, mas a viagem de barco dura cerca de 6 a 8 horas, e de ônibus pela Alça Viária, 3 horas. Essa viagem poderia ser classificada na categoria paixão, pois viajar é uma grande paixão minha, por isso trabalho tão longe, de minha casa todo dia é uma viagem, mas isso fica para outra ocasião, a mudança da categoria paixão para loucura, é pelo trajeto de ida e vinda de Roma, mas quem tem boca...
As 7 horas de barco foram tranqüilas, realmente maravilhosas, não conseguimos dormir, mas lua crescente, iluminou o rio durante toda a viagem, saímos do Porto Sal em Belém as 20:00 h e chegamos no Acará as 3:00 h, e ficamos no barco dormindo até as 6:00 h, quando começou a movimentação de embarque e desembarque de passageiros e mercadoria, por que enfrentar todas essas horas de barco, se facilmente poderíamos de ônibus, simplesmente o nosso amigo(Valdemir) que nos convidou para esta viagem, queria refazer os passos de 18 anos atrás quando foi a primeira vez em Roma, mesmo sabendo que teria de enfrentar mais 5 horas em uma canoa, para chegar ao destino, coisa não comunicada no começo, mas como tudo é aventura, esperamos a chegada da tal canoa, o que não aconteceu, o nossa anfitrião, Seu Doca apareceu as 9:00h, dizendo que não iríamos de barco e sim teríamos um carro para nos levar, essa noticia foi ótima pois uma viagem 5 horas de canoa iria se transformar em uma hora e meia de carro e sairia as 11:00 h depois das compras de mantimento, as 10:00 descobrimos que o carro já tinha voltado por que não nos encontraram, foram nos procurar no terminal rodoviário, a opção normal da maioria dos viajantes, mas tudo bem iríamos pelo transporte regular, (somente as quartas e sábados, neste dia era um sábado), as 12:00, que se transformaram em 13:00 h, fomos para um pequeno porto, pegamos um tipo de transporte, meio balsa, meio canoa, meio barco pois andava nas água, para atravessar o rio Acará, em menos de 3 minutos estávamos do outro lado, felizes para encontramos o nosso transporte, mas a felicidade dura pouco...
Conhecido como pau de arara, o caminhão iria enfrentar uma estrada, se é que se pode chamar aquilo de estrada.
Mas era isso ou voltar, conseguimos um lugar entre malas, fogões, isopores com gelo (pois não tem energia elétrica por aquelas bandas), coisas não identificáveis e gente, em uma bela quantidade, na carroceria de um caminhão cujo motorista acreditava no ditado, sempre cabe mais um. Entregamos nossa alma a Deus e o caminhão partiu, é uma boa viagem a pra refletir sobre a vida e pedir mais uma chance, estava nessa situação quando, BOOO, o pneu furou.
Como Deus é pai e brasileiro, apesar das ferramentas e condições, pois simplesmente o não tinha step e sim uma câmara reserva enchida no ar comprimido do próprio caminhão, continuamos a viagem e chegamos vivo ao fim da estrada, Nova Canaã, de lá as bagagens foram de canoa e nos seguimos a pé até Paraguaçu, onde ficamos, nesse dia não conhecemos Roma, pois esta fica a uns 2 km mais para dentro do mundo.
A hora de chegada 17:00 h, a única vantagem foi que não choveu, cansados e com fome, muita fome pois não tínhamos comido nada descente desde a noite anterior, tomamos um banho no Igarapé e tivemos aquele jantar delicioso, regado com açaí e bacaba, uma casa acolhedora, com pessoas maravilhosas, prestem atenção no piso desta casa(FOTOS ACIMA), outras casas na localidade, tem o mesmo piso, Roma ficou para outro dia, afinal ninguém aqui é de ferro, uma casa no interior, uma rede depois de um belo jantar, no fim de um dia cansativo posso apenas dizer aguardem o próximo post e boa noite.
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